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Preocupação de empresas é também com futuro

Publicado em 30/01/2015

Ao mesmo tempo em que estudam alternativas para o caso de a crise dos reservatórios se estender por um longo período, as empresas lançam mão de soluções mais emergenciais para garantir o suprimento de água para fins industriais. Isso inclui a compra de água por caminhões pipa – como fez a fabricante de autopeças Bosch em Campinas (SP) – e a perfuração de poços artesianos. No ano passado, houve aumento de quase 28% na construção de poços para extração de água subterrânea no Estado de São Paulo. O número de novos poços no período chegou perto de 1,2 mil, segundo o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee).

A preocupação das companhias não é apenas com a situação atual e o fim do sistema Cantareira, que poderá secar nos próximos quatro meses. Mas também com uma garantia de água para o longo prazo.

A Goodyear, por exemplo, reuniu representantes de diversas áreas da empresa para discutir o uso consciente da água na fábrica de Americana, no interior paulista. Seu plano é chegar perto de 100% da reutilização de água no processo industrial até junho de 2015. Hoje, a companhia tem uma estação de reúso que permite reaproveitar 40% da água captada.

Um entrave para que fabricantes migrem para o reúso é o custo da água. As companhias ainda têm a oportunidade de comprar água mais barata das empresas municipais de saneamento que operam na região. Por isso, ao mesmo tempo em que o Aquapolo sonda as companhias, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, avalia medidas que possam incentivar as companhias a adotar o reúso. Ele também se prepara para discutir a questão com as prefeituras locais, conforme fontes do setor.

Embora algumas dessas indústrias tenham hoje oferta de água de outros sistemas, além do Cantareira, isso não significa garantia de abastecimento. A Sabesp tem entre seus projetos previstos para os próximos anos interligações entre rios e reservatórios da região, de forma a uniformizar a disponibilidade hídrica. Está prevista, por exemplo, uma obra para a interligação do Rio Pequeno com o reservatório Rio Grande, na represa Billings.

Especialistas acreditam que 2015 e 2016 serão ainda mais difíceis do que foi 2014 para a garantia de abastecimento de água na região metropolitana de São Paulo. A própria Sabesp afirma que o nível de chuvas neste ano está abaixo das piores projeções.

Na segunda-feira, Alckmin informou que o edital de licitação das obras de transposição do rio Paraíba do Sul para os reservatórios do Cantareira será publicado na sexta-feira. É uma obra polêmica por envolver Rio de Janeiro e Minas Gerais, mas tem sido uma das principais apostas do governo paulista para reduzir a vulnerabilidade do sistema em tempos de seca, como o atual.

A expectativa do governador é que as obras sejam iniciadas em 90 dias. O projeto está sendo antecipado em cinco anos por conta da crise hídrica. A transposição das águas do rio Paraíba do Sul para o sistema Cantareira foi incluída recentemente no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Link: http://www.valor.com.br/empresas/3881568/sao-paulo-tenta-aliviar-crise-com-maior-reúso