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São Paulo tenta aliviar crise com maior reúso

Publicado em 19/12/2014

O governo de São Paulo fez um mapeamento das indústrias da região metropolitana que poderiam aumentar o consumo de água de reúso. Segundo apurou o Valor, o objetivo é reduzir a demanda das empresas pela água dos mananciais e reservatórios da região, usada pela Sabesp e por empresas de saneamento municipais para abastecer a maior parte da população. Entre as companhias identificadas – e que agora estão no alvo do governo paulista -, estão montadoras, metalúrgicas, fabricantes de produtos de limpeza e químicos.

Caso essas companhias optem por comprar água de reúso – que é tratada geralmente por processos químicos e membranas de ultrafiltração -, há ao menos 280 litros por segundo disponíveis na região. O volume é gerado pela Aquapolo Ambiental, uma Parceria Público-Privada (PPP) entre a Odebrecht Ambiental e a Sabesp que já recebeu investimentos de R$ 370 milhões.

Hoje, a Aquapolo tem capacidade para produzir 650 litros por segundo em São Caetano do Sul (SP), mas está destinando à Braskem e outras cinco empresas do polo petroquímico do ABC Paulista cerca de 370 litros por segundo. O restante, embora esteja comprometido com a Braskem, poderia ser usado por outras companhias, afirma Guilherme Paschoal, diretor superintendente de água e esgoto da Odebrecht Ambiental para São Paulo, Minas Gerais e região Sul. “Já conversamos com a Braskem, e ela estaria disponível a ceder parte para outras indústrias”, diz.

Em Santo André, estão entre as empresas mapeadas Paranapanema, Alcoa, Bridgestone, Pirelli, Akzo Nobel. Em São Caetano do Sul, General Motors (GM) e Transpetro são potenciais clientes dá água de reúso do Aquapolo. Para essas companhias, o fornecimento seria possível já nos próximos dias, sendo necessária apenas uma conexão das empresas com adutoras já existentes, a um custo ao redor de R$ 500 mil.

Em São Bernardo do Campo, porém, onde estão companhias como Bombril, Ford, Mercedes-Benz, Volkswagen, Toyota e Scania, seria preciso que o Aquapolo construísse uma adutora para levar água ao município. Outra companhia que poderia usar a água do Aquapolo seria a Petrobras, que consome cerca de 80 litros por segundo na Refinaria Capuava (Recap), entre Santo André e Mauá. A empresa consome água dos mananciais da região e do rio Tamanduateí e tem sido mais resistente em relação ao reúso, segundo Paschoal, por causa do custo mais alto.

A Braskem, que admite que o benefício da água de reúso não representa economia financeira, diz que pretende elevar de 28%, em 2014, para 40% em 2020 a participação da água de reúso em seu consumo total. Segundo a companhia, a água potável que já deixa de ser consumida pelas indústrias atendidas pelo Aquapolo beneficia cerca de 350 mil pessoas.

Com investimento pequeno, seria possível elevar a produção do Aquapolo em mais 350 litros por segundo, para 1.000 litros por segundo, caso exista demanda. Segundo o diretor da Odebrecht Ambiental, o Aquapolo já esteve em contato com indústrias da região para oferecer sua solução.

Mercedes, Ford e Pirelli estão entre fabricantes da indústria automobilística instalados no ABC que já receberam visitas de representantes da Aquapolo.

Procurada pelo Valor, a Pirelli informou que, no momento, não precisa adotar nenhuma ação extraordinária para abastecimento hídrico de suas fábricas paulistas. A multinacional italiana está, contudo, sondando no mercado possíveis medidas que poderiam ser adotadas durante uma eventual “emergência hídrica”, o que inclui maior utilização de água de reúso por fornecedores externos.

Link: http://www.valor.com.br/empresas/3881568/sao-paulo-tenta-aliviar-crise-com-maior-reúso